CALA-TE BOCA!

CALA-TE BOCA!

     Vou lhe fazer uma pergunta (e que fique aqui entre nós): como anda a sua língua? Este importante órgão, responsável pelo paladar, também auxilia na produção de sons. O que você tem emitido? Não é à toa que as Escrituras nos alertam sobre o uso mau da língua e suas consequências, bem como a utilização moderada e as bênçãos que a sucedem:

 

“Ora, se colocamos um freio na boca dos cavalos, para que nos obedeçam, também lhes dirigimos o corpo inteiro. Observem, igualmente, os navios que, sendo tão grandes e impelidos por fortes ventos, são dirigidos por um pequeníssimo leme, e levados para onde o piloto quer. Assim, também a língua, pequeno órgão, se gaba de grandes coisas. Vejam como uma fagulha incendeia uma grande floresta!” (Tiago 3:3-5 NAA)

 

     Durante o dia a dia, conversamos com diferentes pessoas sobre os mais variados assuntos. Aquele que é cristão filtra ao seu redor o que é bom para si e para a glória de Deus. Assim é com o que sai de sua boca. Quais são os assuntos que falamos e com quais palavras tratamos deles? E ainda: quem tem sido nosso alvo? Qual o objetivo de falarmos o que falamos?

     Não devemos permitir que saiam palavras torpes da nossa boca. O que diremos nós, diante do Pai, quando tais palavras são sobre o próximo, que temos o dever de amar? E se o próximo ainda for um dos nossos irmãos em Cristo? Não há espaço na Palavra de Deus para justificar o uso do nosso tempo, dos espaços que circulamos e da nossa língua para o uso de origem maligna como a fofoca.

     Nos últimos tempos, o compartilhamento de informações e as interações ficaram facilitadas pelas redes sociais. É também um meio que pode servir de bênção ou de pecado. Mentiras, suposições maldosas, informações privadas que se tornam públicas, nada disso tem sua origem no Senhor, mas no pecado. Não é papel do cristão iniciar, continuar, espalhar ou mesmo incitar conversações que têm sua origem no maligno. Pelo contrário: somos apaziguadores e finalizadores daquilo que pode, de alguma forma, denegrir ou prejudicar o próximo.

 

“Sem lenha, o fogo se apaga; e não havendo difamador, cessa a discórdia.” (Provérbios 26:20 NAA)

 

     Introduções como “não falo por maldade” ou argumentos infundados do tipo “não estou falando, apenas comentando” são clássicos da fofoca. De nenhum lado trazem edificação para o crente ou para o irmão. Somos instruídos a nos cercar daquilo que é bom, então deve estar entre nós o compartilhamento de conselhos, meditações, conversas sadias, puras e desinteressadas naquilo que não nos compete, pois é isso que Deus quer e espera que façamos. Entre aquilo que é bom não está a vida particular do outro, especialmente quando há falsificações, o que já é sabido que conversas desse tipo produzem. Sejamos transparentes, sinceros e santificados no nosso falar. Que nosso tempo seja para a glória de Deus, não para aquilo que é inútil, muito menos pecaminoso. O que parece nos convir, por vezes não convém a Deus.

 

“Eu disse comigo mesmo: ‘Guardarei os meus caminhos, para não pecar com a língua; porei mordaça à minha boca, enquanto os ímpios estiverem na minha presença.’” (Salmo 39:1 NAA)

 

Vigiemos.

Deus te abençoe!

Renan Viana